Como se forma a prestação
O modelo usado em Portugal é a amortização francesa: a prestação é constante ao longo de todo o prazo, mas a sua composição não. No início, a maior parte do que paga são juros e uma pequena fatia é capital. À medida que o capital em dívida vai descendo, os juros descem com ele e a fatia de capital cresce.
Daí uma consequência que apanha muita gente de surpresa: nos primeiros anos, o capital em dívida quase não desce. Quem vende a casa cinco anos depois de comprar descobre frequentemente que deve ao banco quase tanto como no primeiro dia.
Alongar o prazo desce a prestação e aumenta bastante o total de juros pagos. Encurtá-lo faz o contrário. É o único trade-off real desta conta, e o simulador mostra-o ao mudar o número de anos.
